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Inepto |
Se
havia alguma chance de o governo interino dar certo, a divulgação do diálogo
entre o ministro do Planejamento, Romero Jucá, com o ex-presidente da
Transpetro, Sérgio Machado, jogou por terra qualquer esperança nesse sentido.
O
estrago causado pela comprovação de que todo o processo de impeachment foi
inegavelmente levado a cabo para barrar as investigações da Lava Jato, desnudou
todo o caráter conspiratório que culminou no afastamento da presidenta Dilma
Roussef.
Se
já pairavam dúvidas sobre a real capacidade do presidente interino e sua equipe
ministerial no que se refere à criação de políticas que tornassem possíveis a
retomada do crescimento econômico, a estréia se revelou um fracasso descomunal.
A
sucessão de erros cometidos e os consequentes recuos num espaço tão curto de
tempo só vieram a acrescentar a um governo já internacionalmente questionado, a
imagem de fraco, despreparado e sem qualquer respaldo público ou político.
Temer
sabe que a janela que dispõe para mostrar resultados é curta. Nada obstante, o
horizonte que se apresenta é desanimador. Com a repercussão escandalosa criada
por um dos seus principais ministros, os mais importantes jornais do mundo
escancararam o golpe no Brasil.
O
respeitado jornal britânico The Guardian fala em “complô” e sobre o
aprofundamento na percepção do “ar de conspiração” no processo de impeachment.
Já o americano The New York Times informou aos seus leitores que o governo do
Brasil está “sob fogo”. O francês Le Monde diz que o “áudio de Jucá cai muito
mal para Temer”.
Para
quem tinha como discurso entregar um país economicamente estável, competitivo,
com segurança jurídica e moralidade política para atrair investidores
internacionais, é uma largada desastrosa.
Além
do que, como garantir uma estabilidade econômica quando o ministro do
Planejamento é escorraçado do cargo em menos de duas semanas após a posse? Como
criar condições para uma indústria competitiva quando se coloca um bispo da
Universal no Ministério da Indústria, Comércio e Serviços? Como viabilizar
segurança jurídica quando ministros do STF são suspeitos de participação no
golpe? Como acreditar em moralidade política quando o próprio presidente da
República não passa de um fantoche de Eduardo Cunha?
O
resultado de tudo isso só poderia se refletir na crescente desconfiança do
mercado internacional que observa cada passo dado, e principalmente os não
dados, com especial atenção.
Os
especialistas já sinalizam abertamente que não há mais razões para acreditar em
crescimento da Bolsa em 2016. Muitos afirmam que o índice Bovespa deve cair até
os 47 mil pontos. Alguns são ainda mais pessimistas.
Quanto
ao dólar, bem, digamos que as tão sonhadas férias na Disney proporcionadas pela
queda da moeda americana atrelada diretamente à queda de Dilma, terão que ser
adiadas indefinidamente.
Tudo
isso é apenas o início de uma semana que começou com protestos em várias partes
do país e com a imagem de Temer sendo recebido aos gritos de “golpista” no
Senado, a quem deve diretamente sua permanência definitiva no cargo.
Temer,
a essa altura, já deveria estar pensando no que seria o seu mais acertado
recuo, o de retornar a ser o vice decorativo – e imprestável – que a democracia
lhe reservou.
Fonte:
DCM
2 Comentários
Essa é a mais pura verdade, o unico acerto foi o Meireles,mas nem ele esta com vida fácil os investigadores nessa hora querem fugir do Brasil.VOLTA DILMA!!!!!
ResponderExcluirMas não vão entregar o osso, para a elite daqui e de fora o que interessa é ganhar o muito que ainda temos! Contra o retrocesso, a corrupção na política e o cinismo insustentável! Fora golpistas!!
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