247 - Em delações premiadas à Procuradoria Geral da República, o empresário Joesley Batista e o diretor de Relações Institucionais da JB, Ricardo Saud, desseram ter feitos pagamentos de US$ 80 milhões "em favor" dos ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, "mediante depósitos em contas distintas no exterior".
Segundo os delatores, os pagamentos teriam sido feitos em contas correntes distintas, intermediadas pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Os negócios seriam realizados no âmbito do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), da Petros (Fundação Petrobras de Seguridade Social) e da Funcef (Fundação dos Economiários Federais), "com objetivo de beneficiar o grupo empresarial JBS".
Segundo os delatores, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto "solicitou a Joesley Batista a disponibilização de uma conta bancária no exterior para o depósito de valores, com a abertura de uma planilha de conta corrente para que os pagamentos fossem realizados mediante (a) notas fiscais com conteúdo e datas ideologicamente falsos; (b) em dinheiro; (c) depósitos em contas no exterior; (d) doações eleitorais dissimuladas".
Em entrevista à Folha neste mês, o ex-ministro Guigo Mantega negou envolvimento com irregularidades e afirmou que acusações como as de executivos da Odebrecht eram 'ficções' para conseguir fechar delação premiada, histórias "inverossíveis" e sem provas."
Os ex-presidentes Lula e Dilma ainda não se manifestaram sobre as acusações da JBS.
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