Paraná 247 - O senador Roberto Requião (PMDB-PR), um dos principais nomes no cenário político nacional contrários ao afastamento da presidente Dilma Rousseff, criticou a decisão do ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB-SP), de conceder um passaporte diplomático com validade de três anos ao pastor Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus, alvo da Operação Lava Jato, e à sua esposa, a também pastora Keila Ferreira. O benefício foi publicado na edição de hoje do Diário Oficial da União.
"Ao conceder passaporte diplomático ao pastor talvez Serra quisesse induzi -lo a sair do país. Ministros está é a ideia... A nossa idéia!", afirmou Requião pelo Twitter. "Sugiro ao Temer, para manter silêncio obsequioso, colocar fucinheira em seu ilustre ministério", acrescentou.
O pastor é acusado de lavar dinheiro de propina, por meio de sua igreja, para o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A igreja de Ferreira, em Campinas, interior de São Paulo, recebeu R$ 250 mil do lobista e delator da Lava Jato Julio Camargo, que afirmou em delação premiada que o pagamento era parte da propina de US$ 5 milhões recebida por Cunha.
Sobre o passaporte, o Itamaraty informou ter se baseado no terceiro parágrafo do artigo sexto do decreto que regulamenta a concessão dos passaportes diplomáticos para conceder o benefício ao pastor. O dispositivo prevê a concessão do documento a pessoas que, embora não estejam relacionadas na lista de quem pode ter o passaporte, "devam portá-lo em função do interesse do país."
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