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MOURÃO ENTERRA BOLSONARO AO DEFENDER FIM DO 13º - CAOS NO BOLSONARISMO SE AGRAVA E MOURÃO É PROIBIDO DE FALAR



247 - Em campanha no Sul do país, Mourão defendeu o fim do 13º. salário – "é uma jabuticaba" - e o pagamento de adicional de férias em palestra a empresários: "o Brasil é o único lugar do mundo onde a pessoa entra em férias e ganha mais". Bolsonaro desautorizou logo em seguida e os compromissos de seu vice foram suspensos. Ou seja, ele foi colocado na geladeira, como já tinha acontecido com Paulo Guedes quando anunciou a volta da CPMF.

Com mais essa declaração escravocrata ele pode ter enterrado de vez essa candidatura que contamina o país com cenas de ódio e violência e dissemina propostas que apontam para o aumento da pobreza, do desemprego e dos conflitos sociais.

Mas não adianta colocar Mourão na geladeira. Ele não vai deixar de pensar o que pensa. E tudo o que pensa ofende a democracia, a inteligência, o bom senso e a paz social.

Também não adianta Bolsonaro desautorizar Mourão, porque no fundo ele também pensa isso, mas não quer dizer agora para não atrapalhar sua campanha. Afinal, ele é político profissional há 30 anos e Mourão não é.

Além disso, se a chapa se eleger – Deus livre o Brasil disso – e por algum eventual acontecimento Mourão tiver que assumir o seu lugar, quem o impedirá de colocar em prática o que vem pregando?

Ao votar em Bolsonaro, o eleitor também elege Mourão e todas as ideias do Mourão.

E o vice, como se sabe, não pode mais ser trocado e não é passível de demissão depois de assumir.

À medida em que as trabalhadoras e os trabalhadores do Brasil ficarem informados de que Bolsonaro pretende acabar com suas férias e com seu 13º., suas intenções de voto deverão murchar até o dia da eleição.

CAOS NO BOLSONARISMO SE AGRAVA E MOURÃO É PROIBIDO DE FALAR

247 - Os ataques aos direitos dos trabalhadores como o décimo-terceiro salário, proferidos nesta quarta-feira, 27, pelo general Hamilton Mourão (PRTB), candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), agravaram a crise na chapa da extrema-direita. 

Depois de dizer pelas redes sociais que Mourão "ofende os trabalhadores" ao dizer que o décimo-terceiro é uma "jabuticaba", Bolsonaro agora censurou o general, proibindo-o de manter agenda pública até o primeiro turno, no domingo, 7. 

"Por orientação de Jair Bolsonaro, seu candidato a vice, general reformado Antonio Hamilton Mourão, não terá mais agenda pública de campanha a partir desta sexta-feira, 28, até a data do primeiro turno, dia 7 de outubro", diz um comunicado publicado pela revista Crusoé. 

Leia também reportagem da Reuters sobre o assunto:

Bolsonaro rebate vice, diz que 13º é cláusula pétrea e que quem fala diferente desconhece Constituição

(Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, usou no início da tarde desta quinta-feira uma rede social para garantir que é impossível acabar com o décimo terceiro salário e que quem sugere isso desconhece a Constituição, em um duro recado indireto a seu colega de chapa, o general da reserva do Exército Hamilton Mourão (PRTB).

Na véspera, Mourão se referiu a esse pagamento aos trabalhadores como “jabuticaba brasileira” e defendido a realização de uma reforma trabalhista “séria”.

“O 13° salário do trabalhador está previsto no art. 7° da Constituição em capítulo das cláusulas pétreas (não passível de ser suprimido sequer por proposta de emenda à Constituição). Criticá-lo, além de uma ofensa à quem trabalha, confessa desconhecer a Constituição”, disse Bolsonaro, em sua conta no Twitter.

O candidato a presidente, que se recupera em um hospital do atentado à faca que foi alvo no dia 6, não fez qualquer menção direta a seu colega de chapa no tuíte.

Em palestra no Clube dos Diretores Logistas de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, na quarta-feira, Mourão criticou o pagamento dessa verba remuneratória.

“Jabuticabas brasileiras, décimo terceiro salário. Se a gente arrecada 12, como é que nós pagamos 13? É complicado. É o único lugar onde a pessoa entra em férias e ganha mais, é aqui no Brasil. São coisas nossas, a legislação que está aí. É sempre a visão dita social com o chapéu dos outros, não com o chapéu do governo”, disse.

O candidato a vice sugeriu também a realização de uma nova reforma trabalhista a fim de reduzir encargos para o empregador.

“Nós sabemos perfeitamente o custo que tem o trabalhador, essa questão do imposto sindical e tal em cima da atividade produtiva, é o maior custo que existe”, disse, ao considerar que há “algumas jabuticabas” que comparou serem “mochilas nas costas” de todo o empresariado.

Na reta final da campanha do primeiro turno, os adversários de Bolsonaro na corrida presidencial não perderam tempo.

“Eu não posso ser a favor, como disse aí o general Mourão, que o décimo terceiro é uma jabuticaba brasileira”, disse o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, nesta quinta-feira, após participar de uma feira com entidades religiosas na capital paulista.

“Não é possível achar que o trabalhador que a trabalhadora, que sua a camisa, que trabalha, que muitas vezes é até explorado, não tenha direito nem a ter um décimo terceiro salário, isso não é razoável”, acrescentou o tucano.

A campanha de Bolsonaro já tinha se envolvido em outra séria polêmica econômica, quando a mídia noticiou que o coordenador econômico, Paulo Guedes, estaria estudando a possibilidade de recriar um tributo nos moldes da CPMF.

Na ocasião, o presidenciável também teve que intervir para tentar evitar um estrago maior na sua candidatura.

“Ignorem essas notícias mal intencionadas dizendo que pretendemos recriar a CPMF. Não procede. Querem criar pânico pois estão em pânico com nossa chance de vitória. Ninguém aguenta mais impostos, temos consciência disso”, escreveu o presidenciável em sua conta no Twitter.








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