247 - A defesa do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entregou um documento ao Supremo Tribunal Federal (STF) afirmando que os 11 atos listados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para pedir o afastamento dele do cargo "são todos impertinentes". Segundo Janot, a saída de Cunha da presidência da Câmara é considerada "necessária e imprescindível".
Janot entregou a documentação referente ao caso ao STF em dezembro do ano passado. Já a petição da defesa foi protocolada em fevereiro deste ano. Segundo a defesa, os atos impertinentes nem mesmo foram comprovados "mediante prova idônea".
A defesa contesta os requerimentos solicitados por Janot sobre o grupo Mitsui e ao lobista Julio Camargo, ao grupo Schahin, a convocação da advogada Beatriz Catta Preta, a contratação da empresa Kroll pela CPI da Petrobras, a utilização da CPI da Petrobras como forma de pressão sobre o grupo Schahin e a convocação de parentes do doleiro Alberto Youssef, o suposto abuso de poder com finalidade de afastar a aplicação da lei Penal por parte de Cunha, a retaliação que teria sido promovida pelo presidente da Câmara contra desafetos, a utilização da atividade parlamentar para fins ilícitos, uso de manobras espúrias para regular a atuação de seus pares visando benefício próprio, além da realização de ameaças e oferta de propina ao ex-relator do processo de cassação. Todos os fatos alegados por Janot são alvos de contestação pela defesa do parlamentar.
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