Damos as boas vindas e agradecemos a todos pela visita a este espaço. Fiquem à vontade para acompanhar ao máximo todas as notícias e informações divulgadas e aproveitem para assistir AO VIVO a TV Justiça, TV Senado e a TV Câmara. ** We like welcome and thank you all for visiting this space. Feel free to follow the maximum all published news and INFORMATION To Watch and enjoy LIVE TV Justice, Senate TV and TV camera. OAB não aprende com a história. Falta o pedido de desculpas ~ Verdades Ocultas

domingo, 21 de maio de 2017

OAB não aprende com a história. Falta o pedido de desculpas

Postado por: Elder Pereira - 15:14:00

Compartilhar

& Curtir




A OAB, Ordem dos Advogados do Brasil, pediu o impeachment de Michel Temer. É uma decisão importante, bem vinda, porque fortalece e amplia o esforço para pôr fim ao golpe e à quadrilha que tomou de assalto o poder para executar o maior plano antipopular e antinacional da história do país.

Esta decisão, todavia, não consegue afastar um certo gosto amargo. A OAB, durante a mesma e atual gestão de Cláudio Lamachia, corroborou o golpe de Estado perpetrado contra a Presidente Dilma para instalar no poder esta cleptocracia do PMDB e PSDB liderada por Michel Temer, Aécio Neves, Eduardo Cunha, Eliseu Padilha, Moreira Franco, Geddel Vieira Lima ...

A OAB parece não aprender com a história.

A entidade ajudou a desestabilizar o ambiente político que precedeu e criou o clima pretextado para o golpe civil-militar que derrubou Jango em 1964. Uma vez consumado o golpe, a OAB aderiu e apoiou a ditadura instalada.

Na primeira reunião do Conselho Federal da Ordem depois de consumado o golpe [7/4/1964], o então presidente da entidade, Povina Cavalcanti, saudou com entusiasmo e alívio a chegada da ditadura [os destaques em negrito são meus]:

“Antecipando-nos à derrocada das forças subversivas [as reformas de base], acionadas por dispositivos governamentais [governo Jango], que visavam, já sem disfarces, à destruição do primado da democracia e à implantação de um regime totalitário [Estado de Bem-estar social], no qual submergeriam todos os princípios da liberdade humana, tivemos a lucidez e o patriotismo de alertar, na memorável reunião extraordinária de 20 de março findo os poderes constituídos da República para a defesa da ordem jurídica e da Constituição, tão seriamente ameaçadas.

Mercê de Deus, sem sairmos da órbita constitucional [sic], podemos hoje, erradicado o mal das conjuras comuno-sindicalistas [derrubado o governo Jango], proclamar que a sobrevivência da Nação Brasileira se processou sob a égide intocável do Estado de Direito [ruptura institucional e posse militar]. Que a providência Divina [sempre evocam Deus, além da família e da propriedade] inspire os homens responsáveis desta terra e lhes ilumine a consciência jurídica, pois que sem o direito, como pregou Rui Barbosa, não há salvação”.

Foram precisos exatamente três anos para a OAB desembarcar da ditadura, na gestão de Samuel Vital Duarte. Num outro 7 de abril, o de 1967, ele declarou:

“O quadro atual da nação brasileira reclama, mais do que nunca, o nosso esforço e a nossa compreensão. Não se trata apenas de defender as prerrogativas e direitos da profissão. Trata-se de preservar os valores da ordem jurídica, sempre que estejam expostos aos riscos e aos assaltos de forças adversas.
Sabemos que o exercício da advogacia, como profissão e como munus publicus só floresce num ambiente de garantias democráticas. Falando em Democracia não invoco as linhas do constitucionalismo clássico. Compreendo que o Estado tem problemas de segurança; mas não vejo como confundir-se o conceito de segurança com o de Estado policial, que gera o medo e a desconfiança e através da desconfiança e do medo, acaba destruindo as melhores conquistas da liberdade, do pensamento e da cultura ”.

No golpe de 2016, outra vez uma direção da OAB se associou a um golpe de Estado. Com Lamachia, a OAB adicionou outro pedido de impeachment da Presidente Dilma àquela peça imprestável comprada por R$ 50 mil pelo PSDB de Aécio Neves junto a Janaína Paschoal, Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior.

A OAB, em 2017, precisou de pouco mais de um ano para perceber que o empreendimento golpista que ela própria ajudou a instalar no país é incompatível com o Estado de Direito.

Cláudio Lamachia, presidente da OAB, depois da aprovação do pedido de impeachment de Michel Temer pelo Conselho Federal da Ordem, assim se manifestou: “Tenho honra e orgulho de estar nessa entidade e ver a OAB cumprindo seu papel, mesmo que com tristeza, porque atuamos em defesa do cidadão, pelo cidadão e em respeito ao cidadão. Esta é a OAB que tem sua história confundida com a democracia brasileira e mais uma vez cumprimos nosso papel” [sic].

É compreensível a “honra e o orgulho” expressado pelo presidente da OAB. Afinal, proteger a Nação de bandos criminosos e defender a Constituição sempre é preferível a participar de atentados à democracia, como o próprio Lamachia fez em março de 2016.

Fica faltando, entretanto, a auto-crítica da presidência da OAB e um pedido de desculpas ao povo brasileiro pelo desatino que comprometeu o futuro do Brasil pelas próximas décadas.

Fonte: brasil247

Postado Por: VERDADES OCULTAS/ Elder Pereira

RESPEITAMOS A DEMOCRACIA! "Democracia é oportunizar a todos o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada, depende de cada um." Fernando Sabino

0 comentários:

Postar um comentário

Copyright © Verdades Ocultas

Direitos reservados a VERDADES OCULTAS - Hidden Truths News - Personalização/Arte digital FMS Artes Gráficas WhatsApp 71-99291.6634. http://www.templatezy.com