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MORO LIBERA PROVAS DA CORRUPÇÃO TUCANA AO MP-SP



SP 247 - O juiz federal Sérgio Moro autorizou compartilhamento de provas da Operação Lava Jato com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que apura irregularidades na construção da alça leste Rodoanel. De acordo com as investigações da Lava Jato, a concessionária SPMar, que administra os trechos Sul e Leste, e a São Fernando Açúcar, as duas pertencentes ao Grupo Bertin, pagaram R$ 6,2 milhões para a empresa de fachada Legend Engenheiros Associados, utilizada por Assad com o objetivo de lavar dinheiro. Com previsão inicial de conclusão em 2014 e de 4,3 km de extensão, a alça leste do Rodoanel teve seu último trecho inaugurado em 2015, totalizando 5,5 kms (entre a as rodovias Dutra e a Ayrton Senna).

“Diante dos indícios de pagamentos indevidos a empresa de fachada Legend Engenheiros Associados, controlada por Adir Assad, o compartilhamento dos elementos probatórios colhidos na investigação criminal deve ser deferido já que atende ele ao interesse público, não havendo princípio da especialidade que vede o compartilhamento de provas nessas circunstâncias”, disse Moro. “Defiro o requerido e autorizo o compartilhamento dos elementos probatórios com a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de São Paulo, para fins de investigação e processamento de atos de improbidade administrativa, responsabilização cível", acrescentou. Os relatos foram publicados no blog do Fausto Macedo.

O empresário Adir Assad é conhecido pela promoção de shows e eventos no Brasil. Ele foi responsável, por exemplo, por trazer as cantoras Amy Winehouse e Beyonce, e banda U2. Assad tem, no entanto, uma rede de empresas de fachada e laranjas, tendo sido preso pela primeira vez em março de 2015 por ordem de Moro sob suspeita de utilizar suas firmas para supostamente lavar dinheiro da propina no esquema de corrupção na Petrobrás.

O advogado Roberto Podval, que defende o Grupo Bertin, informou que não se pronunciará.



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