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Lula acusa PF de não devolver tablet de seu neto



247 - O ex-presidente Lula relembra que há um ano, o tablet de seu neto, que tem 4 anos de idade, foi apreendido pela Polícia Federal em uma ação autorizada pelo juiz Sergio Moro e até hoje não foi devolvido. "O que será que a Polícia Federal está buscando no tablet do neto de 4 anos do ex-presidente Lula?", questiona um post na página de Lula no Facebook.

Leia abaixo o texto publicado em seu site sobre o assunto:

Um ano depois, PF ainda não devolveu tablet de neto do ex-presidente Lula
Aparelho de garoto de quatro anos foi um dos apreendidos ilegalmente em busca autorizada pelo juiz Sérgio Moro

No dia 4 de março do ano passado, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão, assinado pelo juiz de primeira instância Sérgio Moro, e levou do Instituto Lula, da residência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e das de outros colaboradores e diretores do instituto aparelhos de informática que contêm arquivos de dados, como computadores e telefones celulares.

Foram dezenas de aparelhos, tanto pertencentes ao Instituto do Lula como a seus colaboradores. Mas não só deles. Sérgio Moro também autorizou busca e apreensão na casa de todos os filhos de Lula e dona Marisa. Moro autorizou busca e apreensão de todos os aparelhos eletrônicos com arquivos nas casas de pessoas que não têm nada a ver com a investigação posta em prática pelos policiais, que não são investigadas em procedimento policial algum.

Tanto que, entre os aparelhos apreendidos pelos policiais, estão inclusive os de noras do ex-presidente e de seus netos, menores de idade. Como o tablet de um deles, de quatro anos de idade. Não se tem conhecimento de que o garoto seja investigado por qualquer crime.

Um ano após a apreensão, nenhum dos aparelhos foi devolvido. Nenhum. Nem o tablet do garoto, que continha apenas arquivos de jogos e filmes infantis. A explicação oficial é que todos os aparelhos estão, até agora, "sob averiguação".

Os advogados responsáveis pela defesa de Lula e do presidente do Instituto, Paulo Okamotto, protocolaram ao juiz Sérgio Moro para que os aparelhos fossem finalmente devolvidos, considerando que já houve tempo hábil para averiguar os arquivos. A resposta do magistrado foi de que "esta questão deve ser tratada com a Polícia Federal". A autoridade policial responsável, por sua vez, disse apenas o que seguiu acima, que o material segue sendo averiguado.

Já o advogado de Lula, Cristiano Martins Zanin, explica que "é evidente que cabe ao juiz zelar pela restituição do material apreendido, independentemente das alegações da autoridade policial. Até porque parte dos bens apreendidos pertencem a familiares do ex-Presidente Lula que sequer foram alvo da medida e, por isso mesmo, jamais poderiam ter sido levados."

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