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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Zanin: depoimentos destroem acusação contra Lula no triplex

Postado por: Fátima Miranda - 08:57:00

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247 - Ação penal contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o caso do triplex do Guarujá teve novos depoimentos de testemunhas de defesa nessa segunda-feira, 13. Entre os depoimentos colhidos, o advogado Cristiano Zanin Martins destacou que há novamente revelações que destroem a base da acusação contra Lula. 


"O depoimento de Adriano Pires Ribeiro esclareceu que a partir de 2008, a OAS passou a fazer exames de viabilidade para assumir alguns empreendimentos pela Bancoop. Ele também esclareceu que a OAS impôs como condição para assumir esses empreendimentos que houvesse um patamar mínimo de 90% de adesão dos cooperados", diz Zanin. 

Segundo o advogado, o procedimento adotado pela OAS é incompatível com a tese de acusação contra Lula. "No sentido de que dona Marisa teria em 2005 comprado uma cota da Bancoop já sabendo que iria receber em 2009 um imóvel diferente daquele que a sua cota daria direito", afirmou. 

Também foi ouvido na mesma ação penal o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli, que negou ter sido orientado por Lula para cometer atos ilícitos. Durante o depoimento de Gabrielli, o juiz Sergio Moro voltou a discutir com os advogados de Lula, que o acusaram de ser inquisidor.

Confira reportagem do Infomoney sobre o assunto:

Durante depoimento de Gabrielli, defesa de Lula acusa Moro de fazer "perguntas de um inquisidor"

O ex-presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, negou ter recebido orientação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para cometer atos ilícitos na estatal e disse que indicações para cargos da empresa são uma tradição. Gabrielli depôs ao juiz Sérgio Moro, responsável pelo processo da Operação Lava Jato na Justiça Federal, na condição de testemunha de defesa do ex-presidente Lula na ação penal que investiga a aquisição de um imóvel em Guarujá (SP). Durante o depoimento, o juiz e os advogados de defesa de Lula tiveram mais um bate-boca. A defesa acusou Moro de agir como um "inquisidor". O juiz negou.

No depoimento, Gabrielli negou que tenha sido orientado por Lula para cometer atos ilícitos. "As conversas que tive com o presidente Lula sempre foram no plano da estratégia, da importância da Petrobras no centro da política industrial brasileira, no plano da importância no desenvolvimento das riquezas. Nunca tivemos nenhuma conversa sobre a utilização de recursos escusos com as atividades da Petrobras", disse Gabrielli, ao responder as perguntas da defesa do ex-presidente Lula.

Indicações
O ex-presidente da Petrobras afirmou que as indicações para os cargos diretivos da Petrobras são uma tradição desde a criação da estatal e que os ex-diretores Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costas tinham história dentro da companhia antes de chegarem a cargos de diretoria.

"O Paulo Roberto Costa não era um neófito na Petrobras, é um engenheiro de longa tradição e não demonstrava nenhum comportamento que ele veio confessar depois. Uma pessoa pacata, cumpridora dos seus deveres e não demonstrava nenhum comportamento ilícito. Nestor Cerveró também era um diretor de longa tradição na Petrobras e era um diretor que na área internacional cumpriu as determinações da empresa", disse Gabrielli.

Cerveró e Paulo Roberto, condenados na Lava Jato, fecharam acordo de delação premiada em que reconheceram práticas criminosas.

Bate-boca
Os defensores do Lula acusaram Moro de agir como um "inquisidor" ao fazer perguntas a Gabrielli. Moro negou, disse estar apenas fazendo perguntas e pediu respeito ao juízo.

Depois de os advogados de defesa e dos Ministério Público dirigirem perguntas a Gabrielli, Moro perguntou ao ex-presidente da Petrobras sobre a aprovação do nome de Jorge Zelada para a diretoria internacional da estatal. O nome foi aprovado pelo conselho diretor da empresa que à época era presidido por Gabrielli. Zelada substituiu Cerveró no cargo.

Gabrielli argumentou que houve uma "redefinição" da diretoria internacional e que, por isso, houve a mudança no comando da diretoria e a nomeação de Zelada para o cargo. O ex-presidente da Petrobras, no entanto, não soube dizer de quem era a indicação. Disse apenas que foi o então presidente do conselho e ministro da Fazenda à época Guido Mantega quem sugeriu o nome. Moro insistiu se, como membro da conselho, Gabrielli não deveria ter se informado sobre as razões da nomeação de Zelada para o cargo.

Nesse momento, a defesa de Lula disse que o juiz estava tentando induzir as respostas. "As perguntas já foram respondidas", disse o defensor. Moro, por sua vez, negou que estivesse induzindo. "Ouvi pacientemente as perguntas da defesa e do Ministério Público e estou fazendo as minhas perguntas", rebateu o magistrado.

"A suas perguntas são de um inquisidor e nós de um juiz", acusou o advogado de defesa. Moro pediu respeito ao juízo.

Zelada também fechou acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato e foi condenado por envolvimento com o esquema de corrupção na estatal.

Postado Por: VERDADES OCULTAS/ Fátima Miranda

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