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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

SERRA SAI E TEMER DERRETE UM POUCO MAIS

Postado por: Fátima Miranda - 15:02:00

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247 - José Serra deixa o governo Temer depois de cumprir uma função única como peça-chave no processo que permitiu a abertura do pré-sal a grandes empresas estrangeiras de petróleo.

Também foi um dos responsáveis pelo enfraquecimento do Mercosul, articulação que tem a idade da democratização da América do Sul e pretendia proteger interesses comuns -- a começar pela indústria -- de países vizinhos, a começar por Brasil e Argentina.

A diplomacia durante a gestão Serra ainda levou ao afastamento do Brasil dos BRICS, articulação com China, Rússia e Índia que pretendia criar possibilidades alternativas a um planeta submetido a uma única superpotência, os Estados Unidos.

Do ponto de vista dos 206 milhões de brasileiros, a mudança no pré-sal foi uma iniciativa nefasta, uma opção regressiva e um desperdício histórico, na qual ele teve um papel importante já como senador, pois seu projeto é que regulamentou a mudança, ponto de partido para o atual desmonte acelerado da empresa sob a gestão de Pedro Parente. 

"Equivale a trocar a Noruega pela Nigéria", resume Pedro Celestino, presidente do Clube de Engenharia, em entrevista ao 247, referindo-se aos dois modelos básicos de exploração do petróleo. O primeiro, que inspirou a legislação do pré-sal assumida durante o governo Lula-Dilma, ajudou a Noruega a se transformar numa sociedade equilibrada, pois a maior fatia da riqueza do sub solo permaneceu no país. Na Nigéria, ajudou a cavar com mais profundidade os precipícios de uma desigualdade explosiva.

Em seu momento, a quebra no monopólio do pré-sal garantiu a Temer uma plataforma de apoio essencial no exterior. É uma sustentação de grande valia para um governo impopular, com um projeto que a maioria rejeita sempre que descobre do que se trata, e uma base parlamentar movida a dinheiro arrecadado por um presidente do Câmara já preso por corrupção.

Mesmo que motivada por razões de saúde, a saída de Serra abre mais uma aresta política. É uma situação delicada, num momento em que a busca por um novo ministro da Justiça já produziu o vexame de uma recusa publica de um antigo ministro do STF que se disse convidado a "salvar" o país entrando no governo Temer. O escolhido, Osmar Serraglio, toma posse sob acusação de ser protegido de Eduardo Cunha. Temos assim um governo que vai assumindo a forma de uma casca de ovo. Rígida por fora, gelatinosa por dentro. Imbatível nas votações do Congresso, humilhado na aprovação popular -- no desemprego, no crescimento negativo, na recessão que já começa a desmentir o Ministro da Fazenda.

Qualquer que venha a ser o substituto de Serra, não se deve aguardar por grandes mudanças de orientação num governo que assumiu a integração subordinada à política externa dos Estados Unidos como perspectiva coletiva e sem arestas, seja nos acordos econômicos, na legislação sobre terras para estrangeiros, na aviação comercial, na exigência de conteúdo local para a indústria e assim por diante.

Mesmo considerando que assumiu um ministério de um governo nascido de um golpe, o que já é grave em qualquer biografia, Serra deixa o Itamaraty ainda menor do que entrou. Empresa ligada ao orgulho dos brasileiros, o papel destacado que ele assumiu no enfraquecimento da Petrobras irá cobrar um preço altíssimo caso venha a ensaiar uma nova disputa pelo voto popular. 

Delatado por um executivo da Odebrecht, o lugar reservado a Serra na Lava Jato permanece uma incógnita. 

Como senador, ele conserva o direito ao foro de função, que lhe permite ficar longe de Sérgio Moro e do risco de prisões preventivas que, até agora, atingiram um único ex-colega no exercício do mandato -- Delcídio do Amaral, do PT. Mesmo cogitando-se a hipótese de que tenha direito ao tratamento politicamente seletivo que tem assegurado aos suspeitos ligados ao PSDB, sua presença como o "Careca" nos emails da Odebrecht é uma marca no futuro de todo político com ambições federais, como já acontece com seu aliado-inimigo Aécio Neves, líder do golpe 24 horas depois da derrota nas urnas, hoje cada vez mais recolhido.

Postado Por: VERDADES OCULTAS/ Fátima Miranda

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